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Menos conversa e mais resultados, a marca do mandato do deputado Giacobo (PL), já assegurou mais de R$ 3 bilhões em obras e compra de equipamentos, entre outras ações, às cidades paranaenses, especialmente das regiões oeste, sudoeste, centro-sul, centro-ocidental, litoral, sudeste e  noroeste.

“Tenho trabalhado em busca de melhorias na condição de vida dos paranaenses. Esses recursos são resultados de um trabalho focado no municipalismo,” afirma Giacobo.

Mesmo neste período da pandemia do coronavírus, Giacobo viabilizou só no último trimestre R$ 70 milhões em recursos para atender as demandas dos municípios. “O Paraná segue investindo, criando planos de retomada pós-pandemia, esse é mais um motivo para seguir trabalhando e investindo no Estado”, disse o deputado.

Giacobo afirma que nesses meses, os paranaenses estão aprendendo a lidar com uma doença invisível, a covid-19, e reforçou que o pós-pandemia no Paraná “será de ascensão rápida e mais forte que muitos Estados brasileiros”.

Setores – 
Os investimentos, garantidos por Giacobo desde 2005, abrangem principalmente 11 áreas: apoio à agricultura (R$ 44,3 milhões), infraestrutura urbana (R$ 62 milhões), educação básica (R$ 61,2 milhões), educação superior (R$ 13,8 milhões), desenvolvimento social (R$ 5,7 milhões), saúde (R$ 129, 5 milhões), Saúde/Funasa (R$ 4 milhões), esporte (R$ 22,2 milhões), turismo (R$ 4,4 milhões), ciência e tecnologia (R$ 915 mil) e trabalho (R$ 200 mil).

Os recursos, segundo Giacobo, servirão para aquisição de equipamentos para hospitais, postos de saúde, construção de unidade básica de saúde, academias de saúde, compra de equipamentos para a agricultura, especialmente para pequenos e médios produtores rurais, além de construções e equipamentos para as universidades estaduais e para o ensino básico.

Giacobo disse que todo o investimento é importante e cita como exemplo a restauração e modernização de BRs 163 e 467 – ligação entre Ponta Grossa ao Mato Grosso, o que viabilizou o escoamento das safras de grãos e da produção entre os dois estados.

Mais obras – 
Esta também é a realidade do oeste. Em Foz do Iguaçu, onde está sendo realizada a construção da segunda ponte, a ampliação da pista e reforma do aeroporto, e assegurados os recursos duplicação da Rodovia das Cataratas e da execução da Perimetral Leste. Em Cascavel, além das obras de infraestrutura e entrega de equipamentos para a saúde, Giacobo cita a reforma e modernização do aeroporto municipal.

As obras de construção do Parque Tecnológico no campus de Medianeira da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, outro exemplo, seguem em ritmo acelerado. “O projeto viabilizado pelo nosso mandato será um vetor de desenvolvimento ainda maior na retomada econômica de toda a região, garantindo oportunidades no mercado de trabalho para os jovens recém-formados, abertura de novas empresas, criação de empregos e geração de renda para muitas famílias”, diz Giacobo.

“Acreditamos no crescimento do estado, através de projetos, programas e recursos às cidades paranaenses. Nosso mandato é municipalista e tem ações voltadas à geração de emprego, melhorias na saúde pública, apoio à agricultura familiar, incentivo da produção agrícola dos pequenos produtores, obras de infraestrutura. Estamos empenhados, neste momento, em fortalecer as cidades na luta contra o coronavírus”, completa o deputado.

O deputado Michele Caputo (PSDB), coordenador da Frente Parlamentar do Coronavírus, pediu nesta quinta-feira, 16, à Secretaria Estadual da Saúde, um relatório detalhado da situação da doença e das medidas tomadas no combate à covid-19 em todas as regiões do Paraná. O objetivo é avaliar os indicadores que estão sendo utilizados para determinar a entrada e a saída das regionais de saúde na chamada “quarentena restritiva” imposta pelo Estado.

“Temos representantes de todas as regiões do Estado na Assembleia e queremos ter acesso a situação de cada uma delas, até para podermos contribuir”, avaliou Michele Caputo na terceira reunião do colegiado, que desta vez com a participação da diretora da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Goretti David Lopes e do assessor parlamentar da pasta, Ian Lucena Sonda.

O documento está previsto para ser entregue aos deputados na próxima segunda-feira, 20.

Desaceleração –
 Preocupados com o crescimento dos casos e óbitos, os deputados que compõem a frente parlamentar acompanharam a exposição de Maria Goretti David Lopes e Ian Sonda. O principal argumento do Estado para não estender as restrições foi a desaceleração na curva, alavancada pela 10ª Regional de Saúde, no Oeste do Paraná. “Cascavel, por exemplo, que nos causava preocupação em relação à ocupação de leitos de UTI, teve redução de 20% nesses 15 dias”, justificou Maria Goretti.

A diretora admitiu que o momento é crítico, especialmente pelos baixos índices de isolamento social (média de 41%), mas lembrou que ainda não é possível analisar os resultados da quarentena, que devem aparecer somente dentro de alguns dias.

Mesmo assim, os dois representantes da Sesa não descartaram novos decretos se os casos subirem em larga escala. “Nós avaliamos e acompanhamos os dados dia a dia”, disse Ian. Após dar um panorama da situação epidemiológica no estado, e se solidarizar com as famílias das vítimas da doença, Maria Goretti e Ian Sonda responderam a questionamentos dos deputados que participaram da reunião.

Volta às Aulas – A próxima reunião da frente será na quarta-feira, 22, às 9h30. O tema será o plano de retomada aulas, tanto na rede pública quanto na rede privada de ensino. O debate deve contar a presença de representantes da Secretaria Estadual de Educação e do Sindicato de Estabelecimentos de Ensino do Paraná (Sinepe).

O objetivo da frente é acompanhar as ações de resposta do poder público no enfrentamento à pandemia, além de articular e ouvir as demandas dos diversos setores da sociedade atingidos pelos efeitos da pandemia e discutir e propor novas medidas para reduzir o impacto da doença na saúde dos paranaenses.

A Frente Parlamentar é composta pelo coordenador, deputado Michele Caputo, e pelos deputados  Do Carmo (PSL), Mabel Canto (PSC), Paulo Litro (PSDB), Delegado Jacovós (PL), Delegado Recalcatti (PSD), Alexandre Amaro (Republicanos), Goura (PDT), Maria Victoria (PP), Subtenente Everton (PSL), Homero Marchese (PROS), Luciana Rafagnin (PT), Reichembach (PSC), Delegado Francischini (PSL), Delegado Fernando (PSL), Arilson Chiorato (PT), Tercilio Turini (CDN), Boca Aberta Junior (Pros), Soldado Fruet (Pros), Emerson Bacil (PSL), Luiz Claudio Romanelli (PSB), Gilson de Souza (PSC), Evandro Araújo (PSC),  Douglas Fabrício (CDN), Cristina Silvestri (CDN), Luiz Fernando Guerra (PSL), Doutor Batista (DEM), Nelson Luersen (PDT), Mauro Moraes (PSD), Rodrigo Estacho (PV) e Professor Lemos (PT).

A Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira, 15, o projeto de lei do deputado Michele Caputo (PSDB) que concede a utilidade do Instituto Santa Pelizzari, com sede na cidade de Palmas. Com o reconhecimento, está apto a fazer convênios e receber recursos estaduais para manutenção e serviços prestados pelo Hospital Santa Pelizzari.

O projeto de lei segue agora para sanção do governador Ratinho Junior.

“O instituto é o gestor da Hospital Santa Pelizzari, referência no atendimento em saúde na cidade de Palmas e região. Presta serviços em 25 especialidades médicas, além do plantão 24 horas. Esse reconhecimento garante condições para novos convênios que podem ampliar os serviços prestados pelo hospital”, disse Michele Caputo.

Saúde e educação – O Instituto Santa Pelizzari, fundado em 2017, é uma associação filantrópica e beneficente de assistência à saúde, de caráter educacional que tem por finalidade atender a todos, sem distinção em nível ambulatorial e hospitalar a todos.

Na área educacional, o hospital serve de campo de instrução e orientação sanitária para estudantes da área da saúde.

O hospital se prontifica a participar das políticas e dos planos de saúde para a comunidade, desenvolve e aperfeiçoa as atividades hospitalares e consequente formação profissional de funcionários e colaboradores.

“O povo do Paraná é muito grato ao que o doutor Ademir Pelizzari e toda a sua equipe já fez em prol da saúde do nosso Estado. Um serviço de saúde de qualidade, que conheço pessoalmente e contribuiu muito também para enfrentarmos este momento de pandemia”, reiterou o deputado.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior conheceu nesta segunda-feira (13) o frigorífico Levo Alimentos, em Umuarama, inaugurado na semana passada, e destacou a geração de empregos no setor. O empreendimento é uma iniciativa da C.Vale (Palotina) e da Pluma Agroavícola (Cascavel), que investiram R$ 60 milhões na reforma e aquisição de novos equipamentos para a indústria (antiga Averama, desativada em 2016). Essa fusão deu origem à marca Plusval.

A indústria gerou 550 novos empregos de imediato para o abate de 60 mil aves/dia, mas estes números devem chegar a 2 mil postos de trabalho e 200 mil aves/dia nos próximos meses. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e as empresas negociam um financiamento de R$ 30 milhões para investimentos dos produtores rurais na reforma e construção de aviários, que fornecerão matéria-prima para o frigorífico.

O govenador disse que Umuarama dá um novo salto com a abertura desse empreendimento, composto, ainda, de um depósito de cereais, matrizeiros de recria e produção, incubatório e uma fábrica de ração com capacidade para produzir 22 mil toneladas por mês. O arrendamento tem prazo de dez anos, podendo ser renovado.

“O Paraná é líder nacional na produção de frangos e as cooperativas estão investindo cada vez mais nessa estrutura e em tecnologia. É uma cadeia que gera milhares de empregos e será fundamental na retomada da economia depois da pandemia”, afirmou Ratinho Junior. “Estamos otimistas, discutindo novas formas de trazer investimentos ao Paraná, e contentes que as cooperativas estão apostando na geração de emprego”.

O governador também citou o crescimento de 6,9% da indústria alimentícia no Estado nos primeiros cinco meses de 2020, apesar da crise econômica, e disse que o setor é fundamental para manter empregos e o consumo no comércio. A produção avícola paranaense atingiu marca de 1,87 bilhão de frangos abatidos em 2019, aumento de 6,43% em relação a 2018.

REATIVAÇÃO – Esse é o segundo frigorífico da Averama reativado no Paraná. No final do ano passado foi retomada a produção da unidade de Rondon, também no Noroeste do Estado, por meio de uma parceria operacional com a Jaguafrangos, de Jaguapitã, que arrendou a unidade.

CORONAVÍRUS – A Levo Alimentos é um dos frigoríficos que segue todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 recomendadas pela Secretaria de Estado da Saúde. Entre as medidas necessárias estão a adoção de um plano de contingência para prevenção, monitoramento e controle da transmissão do coronavírus, em articulação com a Vigilância Epidemiológica do município em que a planta industrial está instalada, e uso de equipamentos de proteção individual.

A Secretaria de Saúde vem atuando desde o início da pandemia em parceria com os diversos setores da sociedade para mitigar os impactos da doença. O Centro Estadual de Saúde do Trabalhador (Cest/Sesa) monitora diariamente os 300 frigoríficos de diversos tamanhos e que empregam mais de 100 mil pessoas no Paraná.

PR-323 – O governador também afirmou que a duplicação da PR-323 entre Paiçandu e Doutor Camargo, corredor de exportação de Umuarama, será concluída em dezembro. A intervenção na estrada tem uma extensão de 20,75 quilômetros, com investimento de R$ 78,7 milhões, e envolve um viaduto entre Água Boa e Doutor Camargo, uma trincheira, além de vias marginais em Paiçandu e Água Boa.

Para os próximos meses está prevista a licitação da duplicação de mais 6,3 quilômetros entre Doutor Camargo até aproximadamente um quilômetro antes da margem do Rio Ivaí. O projeto executivo já foi licitado e o custo estimado do investimento para a obra é de R$ 46 milhões.

A PR-323 vai integrar o novo Anel de Integração. O programa de concessões rodoviárias do Paraná será um dos maiores do País. O projeto deve incorporar ao Anel de Integração original de 2,5 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais e pelo menos mais 1,3 mil quilômetros.

PRESENÇAS – Estiveram presentes o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o secretário de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes; o deputado estadual Soldado Adriano José; o prefeito de Umuarama, Celso Pozzobom; o presidente da C.Vale, Alfredo Lang; o presidente da Pluma Agrovícola, Lauri Paludo; e o gerente da Levo Alimentos – Umuarama, Rodrigo Francisco.

O Governo do Estado abriu 913 novos leitos (veja o vídeo) de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos na rede pública desde o início da pandemia do novo coronavírus. A previsão é alcançar até 1,1 mil UTIs nos próximos dias, o que faria o Estado praticamente dobrar a oferta de unidades avançadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

O número de novas unidades abertas já representa quase 70% das 1.315 UTIs adultas disponíveis no Paraná antes do começo da pandemia. Desde março, o esforço de enfrentamento à Covid-19 permitiu ampliar a estrutura de atendimento em 50 hospitais de 31 municípios, nas quatro macrorregionais de Saúde do Estado.

Somente nas duas últimas semanas houve incremento de 106 novas unidades de terapia intensiva para tratamento da infecção. Vinte foram ativados nesta segunda-feira (13): dez no Hospital Cemil, em Umuarama, e dez no Hospital do Idoso, em Curitiba.

Em paralelo, foram abertos 1.403 leitos de enfermaria em todas as regiões do Estado, 37 UTIs pediátricas e 70 enfermarias para crianças. Além disso, o governo entregou três hospitais regionais (Ivaiporã, Telêmaco Borba e Guarapuava), cujas conclusões estavam previstas para o final do ano. Também houve reforço de alas novas nos hospitais universitários de Londrina, Cascavel, Ponta Grossa e Maringá.

Essa estrutura é parte de um investimento que já ultrapassou R$ 400 milhões no Paraná. “Em poucos meses abrimos praticamente a totalidade de leitos de UTI que o Estado disponibilizou para a população nos últimos 30 anos. Todos eles com insumos, equipes e recursos disponíveis. É um esforço muito grande para atender a população com dignidade”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

REDE – O governador destacou a estratégia regionalizada, adotada desde o começo de 2019, e o apoio dos outros Poderes para a formatação dessa rede robusta. Foram R$ 130 milhões disponibilizados pela Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas para enfrentamento da pandemia.

“O Paraná vinha implementando o atendimento local, perto da casa das pessoas, em parceria com os hospitais privados e filantrópicos. Essa rede foi fortalecida para a epidemia de dengue e potencializada com a Covid-19. Nunca abrimos tantos leitos em tão pouco tempo. É um legado que ficará para a saúde pública”, acrescentou Ratinho Junior.

Segundo a Secretaria de Saúde, novos leitos serão ativados nos próximos dias para ampliar o atendimento. Na sexta-feira (17) serão abertas novas unidades no Hospital Regional de Guarapuava e até o fim do mês está prevista a inauguração do novo espaço da maternidade do Hospital Universitário do Norte do Paraná, em Londrina. A ala terá 30 leitos de UTI adulto e 42 leitos de enfermaria. O Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, deve ganhar mais seis leitos de UTI.

“A estratégia regionalizada permite atendimento contra a Covid-19 perto da casa das pessoas. É uma estrutura que exige investimentos robustos e profissionais capacitados. O Governo do Estado não mediu esforços para aumentar a estrutura disponível para atender aqueles pacientes que desenvolvem quadros mais graves da doença”, explica o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

HISTÓRICO – No dia 26 de março, no primeiro mês da pandemia, o Estado tinha 3.603 leitos de atendimento especializado (públicos e particulares, adultos e infantis) espalhados pelo Paraná, dos quais 1.315 apenas de UTIs adultas.

A estratégia adotada pela Secretaria de Saúde foi de abertura gradual das novas vagas, conforme os espaços e as equipes foram sendo montadas nas unidades da capital e do Interior. Atualmente são quase 4,5 mil leitos no Estado, dos quais mais de 2 mil só de UTIs para adultos.

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Secretaria de Saúde abre 106 leitos de UTI em julho

A Secretaria de Estado da Saúde abriu 106 novos leitos de UTI e 114 de enfermaria exclusivos para atendimento de pacientes acometidos pela Covid-19 apenas entre os dias 1º e 13 de julho. Os espaços foram entregues nas quatro macrorregionais de Saúde (Leste, Oeste, Norte e Noroeste).

Esse reforço do Governo do Estado foi feito durante a vigência dos decretos estaduais que limitaram a circulação de pessoas em 141 municípios e evitou que as ocupações dos hospitais públicos, privados e filantrópicos alcançassem patamares ainda mais alarmantes.

Neste domingo as taxas de ocupação eram de 73% e 53%, com 652 e 744 internados respectivamente, mas seriam de 80% e 57% se os atuais pacientes estivessem no quadro de leitos do começo do mês.

No começo do julho eram 23.965 casos e 650 óbitos, e, no domingo, o Paraná registrou 42.058 casos e 1.028 óbitos, crescimentos de 75,4% e 58,1%, respectivamente. Foram 17.936 casos e 454 óbitos em junho. Julho já acumula 19.435 casos e 392 óbitos.

UTIS – A macrorregião Leste ganhou 59 novos leitos. A ocupação atual é alta, de 88% (boletim do dia 12), mas estaria na casa de 98% sem esse reforço. As regionais de Curitiba e Região Metropolitana (2ª) e do Litoral (1ª), que pertencem a essa macrorregião, foram incluídas na legislação mais restritiva adotada nas últimas semanas.

Na macrorregião Norte, onde as regionais de Londrina e Cornélio Procópio foram impactadas pelo cálculo epidemiológico, foram implementados dez novos leitos de UTI no Hospital Universitário Regional. A ocupação atual de leitos de UTI na macrorregião é de 53%. No Noroeste houve incremento de dez novos leitos no Hospital Cemil de Umuarama.

No Oeste, que concentra as regionais de Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu, houve incremento de mais 27 leitos de UTI. Foram quatro na Policlínica de Pato Branco, 13 no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu, e dez no Hospital Universitário do Oeste do Paraná, em Cascavel. A lotação atual está em 61%, com 131 leitos de UTI disponíveis.

ENFERMARIAS – Também foram abertas 114 novas enfermarias nessas duas semanas nas quatro macrorregionais: 70 no Leste, 7 no Oeste, 17 no Noroeste e 20 no Norte. Na macrorregião que vai do Litoral a Guarapuava são 704 atualmente, com taxa de ocupação de 62%. Foram disponibilizadas 51 novas enfermarias em Curitiba e 19 em Ponta Grossa. Sem essas estruturas, a ocupação ficaria em torno de 70%.

No Norte foram implementadas 20 enfermarias a mais no Hospital Universitário de Londrina; no Oeste, sete a mais no Hospital Universitário de Cascavel; e, no Noroeste, duas no Hospital Municipal Thelma Vil e 15 no Hospital Universitário Regional de Maringá.

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Leitos de UTI abertos em julho:

Hospital Regional do Litoral (Paranaguá) – 4

Hospital Santa Casa de Curitiba (Curitiba) – 20

Hospital São Vicente – Unidade Centro (Curitiba) – 5

Hospital Evangélico Mackenzie (Curitiba) – 10

Hospital do Idoso Zilda Arns (Curitiba) – 20

Policlínica de Pato Branco (Pato Branco) – 4

Hospital Municipal Padre Germano Lauck (Foz do Iguaçu) – 13

Hospital Universitário do Oeste do Paraná – HUOP (Cascavel) – 10

Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná – HURNP (Londrina) – 10

Hospital Cemil (Umuarama) – 10

TOTAL – 106

Leitos de enfermaria abertos em julho:

Hospital Santa Casa de Curitiba (Curitiba) – 20

Hospital São Vicente – Unidade Centro (Curitiba) – 8

Hospital do Idoso Zilda Arns (Curitiba) – 23

Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (Ponta Grossa) – 19

Hospital Universitário do Oeste do Paraná – HUOP (Cascavel) – 7

Hospital Municipal Thelma Vil (Maringá) – 2

Hospital Universitário Regional de Maringá (Maringá) – 15

Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná – HURNP (Londrina) – 20

TOTAL – 114

As medidas mais rigorosas de isolamento social no Paraná, que iniciaram no dia 1º de julho, seguem uma equação técnica, definida pela Secretaria de Estado da Saúde, que leva em conta o número de leitos de UTI disponíveis para pacientes de Covid-19 e as taxas de contaminação e de óbitos por 100 mil habitantes. O objetivo, destaca o governador Carlos Massa Ratinho Junior, é preservar o maior número de vidas possível.

“Nos últimos quatro meses, o Paraná conseguiu equilibrar a saúde e a economia, adotando medidas de acordo com as recomendações de infectologistas e técnicos da Saúde. Mas sabíamos que julho seria o mês mais crítico, por causa do frio, por isso adotamos novas medidas, para que o Estado não perca o controle sobre a pandemia”, ressaltou o governador.

Em entrevista nesta quinta-feira (09) ao telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC TV, o governador falou sobre o enfrentamento da pandemia e ressaltou a importância do envolvimento da população. “O grande remédio que temos para barrar a propagação do vírus é o isolamento social. É difícil, é duro, mas enquanto não tiver vacina ou remédio comprovado, teremos que conviver com essa medida e evitar aglomerações”, ressaltou Ratinho Junior.

Ele analisou os resultados do decreto 4.942/20, que define o funcionamento apenas serviços essenciais em sete Regionais de Saúde onde há mais casos da doença. Nesta semana, normas mais rígidas para a circulação de pessoas também passou a incluir 1ª Regional de Saúde, do Litoral, aumentando de 134 para 141 o número de municípios abrangidos pelas medidas restritivas.

AVALIAÇÃO – O governador lembrou que a Secretaria da Saúde fará uma avaliação nesta semana dos efeitos do decreto, que é válido por 14 dias. Porém, levando em conta as projeções do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), as restrições têm surtido efeito.

“As projeções do Ipardes têm sido muito precisas e a previsão era chegar, em um cenário regular, a 38 mil casos até o meio desta semana. Estamos em aproximadamente 35 mil, o que mostra que as determinações do decreto ajudam a diminuir a força do vírus”, explicou.

Outra recomendação foi sobre o uso de máscaras em ambientes públicos. Ratinho Junior falou que o Estado reforça a conscientização por meio de campanhas e faz o controle em espaços onde há mais circulação de pessoas, como terminais de ônibus.

“É ruim ter que colocar a polícia para cobrar do cidadão algo tão simples. É uma questão de consciência, porque quem não usa máscara está colocando não apenas ele, mas outros seres humanos em risco”, salientou.

TESTES E LEITOS – Entre as medidas tomadas pelo Governo do Estado para preservar vidas e conter o surto do novo coronavírus estão o reforço, desde o início da pandemia, de leitos hospitalares, com uma distribuição regionalizada para atender os cidadãos de todo o Estado. Até agora, já foram abertos 800 leitos de UTI e 1,2 mil de enfermaria para atender exclusivamente os pacientes de Covid-19.

Além disso, as obras de três hospitais regionais (Guarapuava, Ivaiporã e Telêmaco Borba) foram aceleradas para serem usados no atendimento durante a pandemia. “E não é apenas abrir leitos, mas comprar equipamentos, insumos e medicamentos e ter médicos e enfermeiros preparados para esse atendimento. É uma operação de guerra montada para poder suprir a demanda e combater um vírus que ninguém conhece”, disse.

Outra estratégia é a testagem massiva da população. O Paraná tem capacidade diária de processar 5,6 mil testes RT-PCR, considerado padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e também distribuiu 300 mil testes rápidos aos municípios.

“Apesar da dificuldade em conseguir os insumos, que virou um problema mundial, o Paraná já fez 130 mil testes gold”, disse. Os diagnósticos são feitos no Laboratório Central do Estado (Lacen) e no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), braço da Fiocruz no Estado.

AULAS – Ratinho Junior também descartou uma previsão para o retorno das aulas. “Dizer uma data seria uma previsão falsa, tivemos que desmentir uma notícia falsa que circulou esta semana. Não seremos irresponsáveis, a última coisa que queremos é colocar nossos alunos e professores em risco”, afirmou.  “Montamos um comitê que vai avaliar, acompanhar e criar novas regras para o retorno das escolas, o que de não deve acontecer até setembro”, disse.

Enquanto não houver retorno das aulas presenciais, o Governo do Estado investe no ensino a distância para não deixar os cerca de 1 milhão de alunos da rede estadual sem acesso a conteúdo. Isso inclui diversas plataformas, com aulas pela internet, pela TV aberta ou entrega de materiais aos estudantes.

“Foi uma maneira de os estudantes não perderem o ano letivo e continuarem aprendendo. O Estado está, inclusive, pagando a internet para alunos que não têm acesso. Com apoio dos nossos professores o conteúdo está chegando e estamos conseguindo dar um bom amparo aos estudantes”, destacou o governador.

ECONOMIA – Junto às medidas sanitárias, o Governo do Estado também buscou uma série de iniciativas para minimizar os impactos da pandemia na economia. Isso inclui a oferta de cerca de R$ 1 bilhão em crédito para empresas, por meio da Fomento Paraná e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremos Sul (BRDE), a isenção de pagamentos de impostos estaduais a micro e pequenas empresas e diversas ações voltadas à população mais vulnerável.

O planejamento agora é para a retomada da economia, que inclui investimentos nos municípios em obras de infraestrutura, que geram grande número de empregos. “O Estado vai colocar a máquina para rodar mais obras que usem muita mão de obra. São pavimentações, construção de casas, reformas de escolas e projetos nas estradas para melhorar a logística, diminuir acidentes e gerar empregos”, explicou.

MUNICÍPIOS – O Governo do Estado também mantém a interlocução com as prefeituras das 399 cidades paranaenses. A boa relação é construída com apoio da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), presidida pelo prefeito de Pérola, Darlan Scalco. “Logo no início da pandemia, chamamos a AMP para construir as decisões de forma conjunta. É preciso ter uma sinergia entre o Estado e os municípios para tomar as decisões, sem ter cada um puxando a corda para um lado”, disse.

DESAFIOS – Ele lembrou que, além da pandemia do coronavírus, o Estado também enfrenta uma epidemia de dengue, a maior crise hídrica de décadas, que está afetando o abastecimento em muitas cidades, e até um ciclone extratropical que fez estragos nos municípios. “Estamos segurando no peito. É um grande volume de crise em um curto espaço de tempo. Precisamos trabalhar com o que temos até este momento passar”, ressaltou.

Relatório da Secretaria da Saúde nos mostra um quadro preocupante no nosso Estado em relação ao vírus. Quando as autoridades sanitárias e o próprio governo fazem um alerta sobre a doença é porque estamos chegando ao limite do intolerável e não são apenas as pessoas de risco as vítimas, mas toda a sociedade que perde um parente, um amigo.

Nesta quarta-feira (8), o Governo do Estado divulgou relatório sobre a Covid-19 no Paraná, onde a doença vem se espalhando e alcançou na terça-feira (7) 373 cidades (93%), 117 dias após os primeiros registros da pandemia (12 de março). Apenas em 26 municípios não havia casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.
A evolução é significativa em julho. Os sete primeiros dias do mês concentraram 11.322 casos, ou 33% de toda a pandemia, iniciada em março. Já são 202 óbitos apenas neste mês, 24% do total registrado no ano.

O aumento significativo nos últimos 40 dias tirou o Paraná da liderança do índice de casos por 100 mil habitantes, alcançada desde o começo da pandemia com o esforço da sociedade e do Governo do Estado.

Na terça-feira, segundo o Ministério da Saúde, o índice do Paraná era de 300,1, enquanto Minas Gerais (287,7) e Rio Grande do Sul (297,1) tinham taxas menores.

“É uma doença muito séria. Tanto que mesmos os países que já tiveram a sua pior fase da pandemia estão em constante alerta para frear novos surtos, com medidas de isolamento e distanciamento para as pessoas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Não há fórmula para vencê-la, precisamos estar juntos nessa batalha”.